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Foto do escritor: Sara Carneiro
Sara Carneiro
23 de out. de 2022
2 min de leitura

Está a chover, estou sozinha a pensar como será a minha vida daqui para a frente, o céu tem tons de rosa e azul, e eu sinto-me pacífica.


Agradeço imenso aos meus pais por me guiarem pelo que será a minha vida em vez de me ensinarem o que é a vida aos seus olhos.


Sinto-me um pouco perdida, feliz, e nervosa, sinto que não pertenço a lugar algum exceto a minha própria mente mas que ao mesmo tempo há casas mais confortáveis que outras, casas em que o amor é mais saudável que outras.


Espero que corra tudo bem.

Quem sabe eu não escreva um texto parecido daqui a 5 anos de um país estrangeiro que me fará sentir perdida e encontrada ao mesmo tempo.


Sinto que o meu vazio pessoal se tornou uma casa constante na minha vida, que aquela sensação de solidão que por vezes vem com o isolamento se tornou bastante serena.


A vida não é assim tão curta nem complicada, especialmente quando se é artista, quando se trabalha com o aperfeiçoamento de momentos a vida tem tanto a dar, quando um momento específico pode ser revivido porque nós assim queremos, quando novos momentos podem ser tão aproveitados pelo que fazemos, a vida tem tanto a dar.


Obrigado a toda a gente que de alguma forma fez parte da minha vida, bons e maus momentos, eu sinto que aprendi tanto ao ser amada por algumas pessoas e aprendi tanto ao ter errado com outras.


Estou a tentar ser fiel a mim mesma e crescer de uma forma que me deixe orgulhosa de quem me tornei, e isso implica tomar algumas decisões que não são fáceis, nem vão ser percebidas por quem eu gostava que as percebesse, mas às vezes a minha felicidade tem que vir primeiro.


Estou tão perdida como os outros, mas estou a dar o meu melhor.


 
 
 

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