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Momentos de Alma morna

Foto do escritor: Sara Carneiro
Sara Carneiro
11 de set. de 2022
1 min de leitura

Quem me dera tornar momentos,

em poças num inverno cerrado.


Aqueles momentos de respiração lenta

e perda de noção de tempo,

em que tão cansada me sinto,

mas tão em paz me encontro.


Congelar segundos,

torná-los num infinito que posso definir.

Ter paz durante mais um momento,

antes de ter de ir.


Poder aproveitar o meu tempo,

sem roubar tempo ao que realmente tenho de fazer.


Momentos de sol morno,

de vento de Outono aldrabado,

de canecas de café com leite que segundos,

fazem uma eternidade parecer.


Deixar a minha paz ficar na mão de algo que não vejo,

mas sinto, e agarrar-me ao futuro

que ainda não senti,

mas quase consigo ver.


Sentir o peso da cabeça nos ombros,

enquanto segundos se esticam,

sentir-me sozinha e querer...


Ser uma espécie de pinheiro

no inverno que é o tempo,

mas tornar-me numa folha de carvalho outonal,

se assim me apetecer.

 
 
 

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